Idiota, o Grande, não era o imperador mais bonito, ainda que muitos achassem que sua beleza era visível. Idiota não era prepotente, egoísta, maldoso e orgulhoso, ainda que muitos, se não a maioria, achassem.
Ele era governador do reino de si mesmo. Não mandava em ninguém. Quando por ventura se sentia prejudicado, desmembrava as palavras de um discurso pré-definido e assim, reformulava sua auto-defesa. Não era um homem concreto, mas um menino que dava sua cara a tapa.
Havia perdido as contas de quantas pessoas haviam passado pelo seu leito. É engraçado, porém, que por muito tempo Idiota defendeu a tese que ali só se deitariam verdadeiros amores. Entretanto, foi infectado pela podridão da libido e assim, se entregou ao carnal e perdeu a essência do amor verdadeiro.
Quando num período de sua vida afundou-se num poço de lamentações, ouviu uma voz e decidiu confiar-lhe seu corpo em troca de salvação. Reergueu-se e voltou. Reforçou sua estrutura como humano, para assim conseguir sobreviver a seus desvarios. Arrumou-se e caminhou até o destino que o levaria ao seu êxito. Esperou e ele não foi.
Vagou silenciosamente até o poço enquanto o reino festejava as festas de verão. Olhou ao seu redor e aplaudiu a si próprio. “Eu sou todos os dias que você decide ignorar”. Jogou-se.
Congratulações ao Grande Idiota.
Idiota, o Grande, não era o imperador mais bonito, ainda que muitos achassem que sua beleza era visível. Idiota não era prepotente, egoísta, maldoso e orgulhoso, ainda que muitos, se não a maioria, achassem.
Ele era governador do reino de si mesmo. Não mandava em ninguém. Quando por ventura se sentia prejudicado, desmembrava as palavras de um discurso pré-definido e assim, reformulava sua auto-defesa. Não era um homem concreto, mas um menino que dava sua cara a tapa.
Havia perdido as contas de quantas pessoas haviam passado pelo seu leito. É engraçado, porém, que por muito tempo Idiota defendeu a tese que ali só se deitariam verdadeiros amores. Entretanto, foi infectado pela podridão da libido e assim, se entregou ao carnal e perdeu a essência do amor verdadeiro.
Quando num período de sua vida afundou-se num poço de lamentações, ouviu uma voz e decidiu confiar-lhe seu corpo em troca de salvação. Reergueu-se e voltou. Reforçou sua estrutura como humano, para assim conseguir sobreviver a seus desvarios. Arrumou-se e caminhou até o destino que o levaria ao seu êxito. Esperou e ele não foi.
Vagou silenciosamente até o poço enquanto o reino festejava as festas de verão. Olhou ao seu redor e aplaudiu a si próprio. “Eu sou todos os dias que você decide ignorar”. Jogou-se.
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